Viva o velho guerreiro

 

“Abelardo Barbosa está com tudo e não está prosa”. Assim como diz a letra da música da abertura do programa “Cassino do Chacrinha” (TV Globo), mesmo após 27 anos da morte do apresentador, considerado um dos maiores comunicadores do Brasil, ele ainda está com tudo. Por isso, estreia nesta quinta-feira (5) a exposição “Chacrinha – o eterno Velho Guerreiro”, na Sala Carlos Couto, anexa ao Teatro Municipal de Niterói. A mostra gratuita conta com quase 150 registros fotográficos de Chacrinha que recordam todas as fases de sua carreira, além de vídeos com momentos do apresentador, objetos pessoais, como as duas últimas roupas usadas pelo Velho Guerreiro no “Cassino do Chacrinha”, e acessórios preciosos, como a famosa buzina que o comunicador usava para eliminar os calouros que participavam de seus programas. O acervo pertence à família do apresentador e a maioria das fotos expostas são do fotógrafo Manoel Delgado, que, durante quase três décadas, trabalhou com exclusividade em todos os programas de TV e rádio do Chacrinha, além de acompanhar o comunicador por turnês pelo Brasil. A exposição, que já está sendo apresentada há quase 10 anos e passou por vários locais do Rio de Janeiro, reproduz a alegria e a festa que acontecia em seus programas. Além disso, mostra muitas personalidades da época, que se destacaram nos programas do Velho Guerreiro. A mostra tem curadoria de Leleco Barbosa, filho de Chacrinha, e um dos responsáveis por manter viva a memória do pai. Para ele, é preciso conservar a imagem do apresentador e também é uma oportunidade de tê-lo sempre por perto.

Dono de um temperamento forte, de personalidade inflexível e um caráter rígido, o pernambucano de Surubim José Abelardo Barbosa de Medeiros, nascido em 1917, mais conhecido como Chacrinha, criou frases célebres, como “Quem não se comunica se trumbica”, “Na televisão, nada se cria, tudo se copia” e “Eu não vim para explicar, vim para confundir”, que ainda são repetidas pelo público. O apresentador também é, até hoje, um dos personagens mais imitados da televisão.

Além disso, Chacrinha criou um modo de fazer TV que ficou marcado na comunicação brasileira. Ele foi um dos apresentadores de maior sucesso entre as décadas de 1950 e 1980. O Velho Guerreiro fazia com que o espectador tivesse a impressão de que seu cassino era real. Seus programas abriram portas para diversos artistas, entre eles, cantores como Roberto Carlos e Raul Seixas. Isso sem falar nos atores convidados, dançarinos, e as conhecidas chacretes, copiadas até hoje por programas de auditório.

A exposição fotográfica mostra a presença de algumas dessas personalidades, além de trazer à tona detalhes especiais da trajetória do comunicador e curiosidades, como, por exemplo, a quantidade de fantasias que o apresentador vestiu em sua carreira: ao todo foram 1440.

A Sala Carlos Couto fica anexa ao Teatro Municipal de Niterói, na Rua Quinze de Novembro, 35 – centro da cidade. De 05 de novembro a 12 de dezembro. Terça a sexta-feira, das 10h às 18h, sábados e domingos, das 15h às 18h. Gratuito. Classificação Livre. Telefone: 2620-1624.

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