Se por um lado a licitação para o desassoreamento definitivo do sistema lagunar de Itaipu não sai do papel, por outro a solução paliativa para o problema foi retomada. Nesta semana, duas máquinas começaram a trabalhar em conjunto na retirada da areia que bloqueia o canal que liga a lagoa ao mar e que impede a troca e a consequente renovação do espelho d’ água. Uma parte do canal já foi reaberta, trazendo de volta a esperança para os frequentadores e para quem vive da pesca artesanal na lagoa.

Os trabalhos foram retomados após pressão de lideranças locais, que reclamavam do mau cheiro e da coloração escura da água, já que a lagoa ainda recebe despejo de esgoto.

As máquinas trabalham no local retirando do canal a areia, que é levada para a Praia de Camboinhas. Antes, apenas uma máquina fazia todo o trabalho, que se arrastava a passos de tartaruga, já que as dunas formadas pela areia retirada do canal eram desfeitas pela variação da maré. Além disso, A única máquina no local ficou parada por vários dias.

Agora, com a retomada dos trabalhos, a lagoa poderá voltar a receber, em breve, banhistas e praticantes de esportes náuticos, assim como famílias em busca de lazer ao ar livre em tempos de pandemia.

“Acredito que agora, se o prefeito não tirar essas máquinas de novo, a coisa vai começar a fluir. Mas é um trabalho paliativo. Ninguém está falando em salvar a lagoa. Isso aqui tá longe de salvar a lagoa. Salvar a lagoa é dragar de lá onde começa a ficar raso até o mar. Isso seria o definitivo, como explicou o ex-gestor do sistema lagunar de Niterói, que fez um estudo sobre a situação. O que vemos hoje é paliativo para que a lagoa continue respirando por aparelhos”, destaca o instrutor de stand up
paddle Gustavo Supmann, uma das principais lideranças locais.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) informou que a previsão é de que a intervenção seja concluída até dezembro. Todo o trabalho está sendo acompanhado pela Secretaria de Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS).

De acordo com a Seconser, a ação consiste na retirada do material para ampliar a circulação da água do mar com a lagoa, uma vez que as correntes marítimas levaram para o local a areia que foi depositada nas últimas ressacas.

Questionada sobre a publicação do edital para realização de um trabalho definitivo no local, a prefeitura não mencionou prazos.
Fonte:OFluminense

Clique aqui para imprimir