A dramaturgia brasileira perdeu uma de suas maiores e mais radiantes estrelas. A atriz Nicette Brunomorreu neste domingo, 20/12, aos 87 anos, no Rio de Janeiro, após complicações da Covid-19. A informação foi confirmada pela Casa de Saúde São José, onde a atriz estava internada desde o dia 26 de novembro.

Nicete Xavier Miessa, mais conhecida por seu nome artístico Nicette Bruno (Niterói, 7 de janeiro de 1933 — Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2020), foi uma atriz brasileira. Nicette realizou sua estreia profissional em 1945, na peça teatral Romeu e Julieta, baseada na obra literária homônima de William Shakespeare.

Única filha de Sinésio Campos Xavier e da atriz Eleonor Bruno, Nicette começou a carreira artística por influência da própria família, em que praticamente todos os parentes se dedicaram à arte. Quando Nicette tinha apenas quatro anos, declamava e cantava no programa infantil de Alberto Manes, na Rádio Guanabara. Aos cinco anos, começou a estudar piano, no Conservatório Nacional, e a se apresentar como pianista, no mesmo programa, e aos seis, ingressou no balé no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Quando tinha onze anos, entrou para o grupo de teatro da Associação Cristã de Moços. Depois, passou pelo Teatro Universitário, de Jerusa Camões, e pelo Teatro do Estudante, dirigido por Pascoal Carlos Magno e Maria Jacintha. Aos catorze anos, já era profissional de teatro, contratada pela Companhia Dulcina-Odilon, da atriz Dulcina de Morais.

Em 1952, Nicette conheceu o ator Paulo Goulart, durante a peça Senhorita Minha Mãe, de Louis Verneuil, com quem se casa em 26 de fevereiro de 1954, uma sexta-feira véspera de Carnaval, na Igreja de Santa Cecília, em São Paulo. A cerimônia foi seguida de festa no Teatro Íntimo Nicette Bruno (TINB).[4] Eles tiveram três filhos: Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho – que seguiram a carreira dos pais. Com 56 anos de casamento, tinham sete netos e dois bisnetos. Junto com o marido, a atriz conheceu o kardecismo há mais de quatro décadas, em virtude da morte de um parente seu. A doutrina, que eles transmitiram aos três filhos, os ajudou a superar a perda. Ficou viúva em 2014, quando Paulo Goulart faleceu .

 

Gloria Pires e Nicette Bruno nos bastidores de ‘Éramos Seis’ — Foto: João Miguel Júnior/Globo

Seus últimos trabalhos na Globo foram como Madre Joana, de Éramos Seis, e Ester na premiada novela Órfãos da Terra, em 2019. Em 2017, viveu Elza em Pega Pega, e deu vida a Estela em uma participação em Malhação: Vidas Brasileiras.

Filha da atriz Eleonor Bruno, a niteroiense brilhou pela primeira vez com apenas 4 anos em um programa infantil na Rádio Guanabara. Considerada um prodígio no teatro, recebeu a medalha de ouro de Atriz Revelação pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais em seu primeiro papel, na peça “A Filha de Iório”.

Foi no teatro que Nicette, aos 19 anos, conheceu seu grande amor: o também ator Paulo Goulart. Da união, oficializada em fevereiro de 1954, nasceram três filhos: os atores Paulo Goulart Filho, Bárbara Bruno e Beth Goulart. Paulo faleceu em 2014, prestes a completar 60 anos de casado.

Ao lado do marido, ela fundou sua própria companhia de teatro com 20 anos de idade. Após anos se destacando nos palcos, estreou na TV Tupi em 1950, seu ano de inauguração, trabalhando em recitais e teleteatros. Em 1981, foi convidada pelo diretor Fabio Sabag para o seriado Obrigado, Doutor, seu primeiro trabalho na Globo.

Depois, participou de mais 18 novelas, incluindo Sétimo Sentido (1982), Selva de Pedra (1986), Bebê a Bordo (1988), Mulheres de Areia (1993), A Próxima Vítima (1995), O Amor Está no Ar (1997), Alma Gêmea (2005), Salve Jorge (2012) e I Love Paraisópolis (2015).

Prêmio ABCT
1947: Atriz Revelação, por A Filha de Iório
1958: Melhor Atriz, por Pedro Mico

Prêmio Governo do Estado do Rio de Janeiro
1958: Melhor Atriz, por Pedro Mico

Prêmio Molière
1974: Melhor Atriz, por O Efeito dos Raios Gama Sobre as Margaridas do Campo

Troféu APCA
1978: Melhor Atriz, por Éramos Seis
1980: Melhor Atriz, por Como Salvar Meu Casamento
1998: Melhor Atriz, por Somos Irmãs

Prêmio Shell
1998: Melhor Atriz, por Somos Irmãs
2006: Troféu Especial, por realizações teatrais ao longo de mais de duas décadas

Troféu Leão Lobo
2006: Melhor Atriz Coadjuvante, por Alma Gêmea

Troféu Eusélio Oliveira
2011: Conjunto da Obra
Troféu Tropeiro
2015: Destaque Nacional na Dramaturgia

19º Brazilian International Press Awards
2016: Lifetime Achievement Award

Prêmio Cesgranrio de Teatro
2017: Prêmio Especial, por seus setenta anos de carreira

Fontes: Gshow / wikipedia

Clique aqui para imprimir