O impacto do cinema fantástico na formação de estudantes de escolas públicas
A aproximação entre o audiovisual nacional e o ambiente escolar ganha um novo formato através da expansão das atividades do Cineclube Rã Vermelha. O projeto iniciou um circuito de sessões itinerantes focadas na exibição de curtas-metragens brasileiros de gênero para estudantes da rede pública de ensino.
Realizada entre os meses de maio e junho, a iniciativa tem o objetivo prático de formar novos públicos para produções audiovisuais fora do circuito comercial e consolidar o espaço escolar como um polo de difusão de bens culturais.
O circuito de exibições e o roteiro das sessões
A programação do cineclube foi estruturada de forma híbrida. Além das exibições tradicionais realizadas na sala de cinema do Cine Arte UFF, o projeto adota o modelo itinerante para alcançar os estudantes diretamente em suas instituições de ensino.
As exibições e atividades de formação audiovisual estão programadas para as seguintes instituições:
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Escola Municipal Antineia Silveira Miranda
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Colégio Universitário Geraldo Reis
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Escola Municipal Paulo Freire
As produções selecionadas são voltadas ao público infantojuvenil e contemplam subgêneros do cinema fantástico, como terror, fantasia, ficção científica e distopia. A partir das obras, os organizadores conduzem debates que relacionam as narrativas ficcionais com temas sociais e culturais contemporâneos.
Segundo Otávio Lima, um dos idealizadores do projeto, a estratégia busca aproximar o público jovem de obras nacionais que costumam ter circulação restrita. A intenção é desenvolver o senso crítico dos estudantes e, simultaneamente, despertar o interesse para possíveis futuras carreiras no mercado audiovisual.
Origem na universidade e renovação do público
O Cineclube Rã Vermelha foi criado em 2014, a partir de uma iniciativa independente de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF). A proposta central sempre foi a difusão do cinema de gênero e a manutenção de um espaço para reflexão crítica através de linguagens audiovisuais.
O projeto passou por um período de interrupção em 2020 e retomou suas atividades em 2024. O cronograma atual prevê ações contínuas até junho de 2026. Os idealizadores, Fabrício Basílio e Otávio Lima, relatam que o cineclube tem registrado a presença de um público com perfil cada vez mais jovem e plural. Esse dado reflete o aumento na produção nacional de obras de gênero e o fortalecimento de circuitos independentes de exibição.
O audiovisual como ferramenta pedagógica
A inserção do cinema na grade de atividades das escolas apresenta resultados práticos para o desenvolvimento do repertório dos alunos. Professores das instituições participantes destacam a funcionalidade dos filmes como instrumentos complementares ao ensino tradicional.
Para Thiago Matiolli, professor de sociologia e coordenador pedagógico do Colégio Universitário Geraldo Reis, a presença do cineclube atua diretamente na ampliação do capital cultural. Ele aponta que barreiras econômicas ou a falta de hábito limitam o acesso de muitas famílias a salas de cinema. Nesses casos, a escola assume o papel de intermediária para a ampliação do repertório dos estudantes.
O aspecto lúdico e gerador de questionamentos também é observado por Diego Ribeiro, professor de geografia da Escola Municipal Antineia Silveira Miranda. De acordo com o docente, o formato audiovisual funciona como um catalisador para discussões que permeiam a sociedade, gerando reflexões necessárias para a formação cidadã dos alunos.
Realização e fomento
O projeto do Cineclube Rã Vermelha é realizado pela Fantascópio Produções, com produção executiva da Comala Filmes, e conta com recursos do Governo Federal, repassados através da Política Nacional de Fomento à Cultura (PNAB).
O acompanhamento do calendário de atividades, bem como as informações detalhadas sobre a programação no Cine Arte UFF e os horários das sessões nas escolas, são disponibilizados nos canais oficiais do projeto, através do perfil @cinecluberavermelha.


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