Pagamento via Pix nos ônibus de Niterói: entenda o projeto de modernização da bilhetagem
A rotina de quem utiliza o transporte coletivo municipal pode passar por alterações com a tramitação de um novo projeto de lei na Câmara Municipal. A proposta visa a implementação de meios eletrônicos de pagamento instantâneo, como o Pix, além do uso de cartões de débito e crédito com tecnologia por aproximação (NFC). O objetivo é adequar as catracas às tecnologias financeiras atuais, facilitando o acesso dos passageiros.
Manutenção do dinheiro em espécie
Uma característica central do texto protocolado é a preservação do pagamento em dinheiro. Diferente de outras medidas adotadas em municípios vizinhos, o projeto não possui caráter de substituição, mas de adição de alternativas.
As formas de pagamento previstas para operar em conjunto são:
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Dinheiro em espécie;
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Cartões de transporte vigentes (Riocard e Bilhete Único Municipal);
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Pix (pagamento instantâneo);
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Cartões bancários (crédito e débito via NFC).
Essa garantia atende aos usuários que não possuem acesso às ferramentas bancárias digitais ou que preferem o modelo de pagamento físico.
Diferenças do modelo adotado na capital
O debate sobre a bilhetagem ganhou força recentemente devido às alterações na cidade do Rio de Janeiro. A capital fluminense aprovou o fim da circulação de dinheiro em espécie em seus coletivos, com a medida entrando em vigor a partir do dia 28 de junho.
Na contramão dessa política de exclusão da moeda física, a abordagem discutida no legislativo niteroiense prioriza a expansão das alternativas, assegurando o direito de escolha do passageiro no ato do embarque.
Custos de transição e impactos operacionais
A proposta estabelece diretrizes sobre o financiamento dessa atualização tecnológica. A aquisição de equipamentos, a manutenção e a atualização dos sistemas de bilhetagem deverão ser custeadas integralmente pelas empresas operadoras que detêm a concessão do transporte coletivo.
Entre os impactos esperados na operação diária, destacam-se:
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Redução da falta de troco: Um obstáculo recorrente que atrasa as viagens e gera atritos.
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Otimização do tempo: Diminuição das filas para recarga física dos cartões de transporte.
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Segurança e praticidade: Menor volume de cédulas nos caixas dos coletivos e integração com ferramentas bancárias de uso diário.
O projeto de lei não estipula um prazo fixo para que os novos validadores entrem em funcionamento. O texto autoriza o Poder Executivo a promover as adequações nos contratos de concessão, ficando responsável por definir o cronograma de transição, os critérios de fiscalização do novo modelo e as penalidades para as empresas em caso de descumprimento.
Discussão histórica no setor rodoviário
A modernização da bilhetagem eletrônica é um tema debatido há anos por entidades de classe. O Sindicato dos Rodoviários de Niterói e Arraial do Cabo (Sintronac) defende a diversificação dos meios de pagamento há mais de uma década.
De acordo com o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira, a entidade considera-se pioneira no tema. Propostas semelhantes já foram apresentadas formalmente aos 13 municípios da base de atuação do sindicato, que inclui cidades como São Gonçalo, Itaboraí e Maricá. No passado, a categoria chegou a sugerir a eliminação total do dinheiro em espécie nos ônibus locais, uma medida que foi descartada pela administração municipal.


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