
Avanço das Obras e Aumento de Calado
A dragagem do Canal de São Lourenço, com alocação de R$ 162,6 milhões em recursos, segue o cronograma em direção à fase de término. A intervenção de infraestrutura atua na remoção de sedimentos do leito marinho, alterando a profundidade do trecho de sete para 11 metros. A modificação extingue as restrições de tráfego para navios de calado superior.
O aumento da capacidade de navegação tem impacto direto em toda a cadeia produtiva em operação na costa do município. As alterações atendem às demandas dos setores de construção e de reparo naval, de logística portuária, de apoio a plataformas de petróleo e das frotas de pesca.
Impacto na Economia do Mar e Setor Offshore
O segmento de óleo e gás responde por fatias da arrecadação de Niterói por meio do repasse de royalties. Para a manutenção e a operação das plataformas de petróleo offshore, as empresas de navegação dependem de infraestrutura de estaleiros.
As empresas de construção naval sediadas no município gerenciam contratos com estatais e operadoras de energia. O Estaleiro Mac Laren, em operação na região, possui encomenda em andamento para a construção de quatro embarcações da Petrobras. O canal em 11 metros de profundidade cria o ambiente de suporte em mar para a atracação e para a entrega dessas estruturas.
O projeto abrange ações de reativação da infraestrutura pesqueira, com intervenções de apoio ao entreposto de pesca e reflexos nas atividades do entorno geográfico da Ilha da Conceição. Na década de 1990, a retração na produção do setor naval gerou a extinção de 20 mil postos de trabalho na cidade. A infraestrutura de dragagem atual atua na base para a recomposição dessa matriz de empregos.
Estudos Ambientais e Normas de Navegação
A liberação da intervenção exigiu a elaboração de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), que demandou investimentos de R$ 772 mil. Os levantamentos mapearam os seguintes parâmetros:
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Índices de qualidade da água no entorno da baía.
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Características de composição do solo submarino.
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Presença e comportamento de fauna marinha.
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Taxas de emissão de ruídos subaquáticos durante as operações.
Os dados resultantes das medições passaram por apresentação e debate em audiências públicas. Após o término das operações de escavação e dragagem, as informações hidroviárias seguem para a Marinha do Brasil. A instituição elabora uma carta náutica de atualização, documento que dita e normatiza os parâmetros de navegabilidade da área.
Planejamento para 2027
Um segundo plano de dragagem passa, neste momento, por fase de modelagem de dados. O Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) coordena os estudos de ampliação de capacidade do fundo do mar no trecho fluminense. O cronograma institucional indica a abertura do processo de licitação da segunda etapa para o ano de 2027. A soma dessas etapas estrutura a região para o fluxo de navios cargueiros e de plataformas de exploração.
Fonte: A Seguir

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