Niterói Lidera Ranking de Mobilidade Ativa na América Latina
Niterói, no Rio de Janeiro, alcançou a primeira posição entre os municípios latino-americanos avaliados pelo Copenhagenize Index 2025, um dos principais relatórios globais sobre as condições oferecidas para o uso de bicicletas em áreas urbanas.
Com 45,3 pontos, a cidade brasileira superou capitais consolidadas na cultura do ciclismo urbano. O ranking regional latino-americano ficou definido da seguinte forma:
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Niterói (Brasil): 45,3 pontos
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Bogotá (Colômbia): 42,7 pontos
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Fortaleza (Brasil): 35,5 pontos
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Guadalajara (México): 34,9 pontos
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Buenos Aires (Argentina): 32,9 pontos
No cenário global, Niterói ocupa a 43ª posição em uma lista de 100 cidades de 44 países, cuja liderança pertence a centros europeus como Utrecht (Holanda), Copenhague (Dinamarca) e Amsterdã (Holanda). O desempenho de Niterói reflete um processo de mais de uma década de estruturação da mobilidade não motorizada, mostrando que o município consolidou sua posição como a melhor cidade para pedalar na América Latina.
Como a Pontuação é Calculada?
O resultado do Copenhagenize Index não se restringe à quilometragem das ciclovias. O índice divide a avaliação em três diretrizes centrais, nas quais Niterói obteve o seguinte desempenho:
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Infraestrutura segura e conectada (44,9 pontos): Avalia a qualidade, a segurança e a padronização das vias exclusivas para ciclistas.
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Uso e alcance (38,8 pontos): Mede a adesão da população, o impacto das viagens diárias e a acessibilidade da rede.
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Políticas e apoio (62,7 pontos): Analisa as ações do poder público em planejamento urbano, facilitação do acesso e campanhas de segurança.
A combinação dessas métricas aponta para a mudança no perfil de deslocamento interno do município desde o lançamento do programa Niterói de Bicicleta, em 2013.
Expansão da Infraestrutura e Integração Intermodal
Há pouco mais de dez anos, Niterói contava com apenas 20 quilômetros de infraestrutura cicloviária. Hoje, o município relata possuir cerca de 100 quilômetros de malha, incluindo ciclovias, ciclofaixas e rotas compartilhadas. Essa rede tem o objetivo de conectar zonas residenciais a polos de comércio, serviços e, fundamentalmente, a outros modais de transporte público.
A estratégia de integração intermodal é um dos pilares do resultado. Entre os equipamentos de apoio estrutural, destacam-se:
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Bicicletário Araribóia: Localizado no Centro, anexo à estação das barcas. Disponibiliza 850 vagas de estacionamento gratuito, pontos de recarga para bicicletas elétricas e serviços de apoio. Facilita o trajeto de quem pedala até o Centro e segue viagem para o Rio de Janeiro de barca.
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Bicicletário de Charitas: Inaugurado em 2026 junto à estação do catamarã, adicionou 400 novas vagas estruturadas para o ciclista urbano da zona sul da cidade.
NitBike: O Impacto do Compartilhamento Gratuito
Outro fator determinante para a alta pontuação no critério de “Uso e Alcance” foi a implementação do NitBike em julho de 2024. O sistema público de bicicletas compartilhadas funciona 24 horas por dia e não cobra tarifas dos usuários cadastrados.
Os dados de operação reforçam a adesão popular:
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Mais de 2,6 milhões de viagens registradas com bicicletas adultas.
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Mais de 32 mil viagens realizadas no sistema infantil.
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Aproximadamente 150 mil usuários ativos.
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Média de 180 mil deslocamentos mensais.
Ao longo de 2026, o serviço expandiu sua área de cobertura, alcançando a Região Oceânica com a inauguração da estação de Piratininga. O planejamento prevê ainda novas bases operacionais nos bairros do Cafubá e Camboinhas.
O Ciclismo como Meio de Transporte Diário
O reflexo dos investimentos é visível na circulação de áreas centrais. A ciclovia da avenida Marquês do Paraná, via arterial do município, registra diariamente milhares de passagens de bicicletas. O fluxo intenso indica que a bicicleta deixou de ser vista majoritariamente como instrumento de lazer e passou a integrar a matriz de transporte utilitário, conectando terminais rodoviários, hospitais, escolas e áreas comerciais.
Embora o topo do ranking global ainda esteja concentrado em nações europeias, o caso de Niterói apresenta um modelo de transição viável para metrópoles latino-americanas que buscam modernizar seus sistemas de mobilidade, reduzir emissões veiculares e otimizar o fluxo de trânsito no dia a dia.


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